Em um país com menos de 50% das rodovias em estado bom ou excelente, o acréscimo de gasto no transporte pode aumentar em até 91,5%, dependendo do estado da pista

Um estudo do Banco Mundial mostrou que os custos logísticos podem representar 17% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A logística e o transporte são dois aspectos que preocupam empresários de todo o mundo, mas geram uma atenção especial no Brasil em função do tamanho do país. Ou seja, quem conseguir otimizar esse custo tende a ser mais competitivo.

Um dos fatores que precisa ser levado em conta em um país com a predominância do modal rodoviário é a qualidade das estradas. Uma pesquisa conduzida pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostrou que quase 15% das rodovias do país estão em estado considerado “ruim” ou “péssimo” e 36,6% em situação “regular”. Em outras palavras, mais de 50% das rodovias do país precisaram de ajustes em 2016.

Interferência nos custos

O estudo da CNT, que avaliou mais de 65 mil quilômetros de estradas nas cinco regiões, mostra que, quando as condições não são as adequadas, as estradas geram um acréscimo no custo operacional.

De acordo com a situação da rodovia, esse aumento pode chegar até mesmo a 91,5% (estrada em estado péssimo) para o transportador de carga, levando em conta diversos critérios, como o aumento do consumo de combustível ou o tempo para a entrega. Para uma rodovia em boa condição, a ampliação do custo é de “apenas” 18,8%.

Se fosse feita uma média dessa interferência específica, pode-se estimar em 24,9% o aumento médio do custo operacional no Brasil devido às condições do pavimento em 2016. Uma das curiosidades para os transportadores de carga é que, mesmo com o pagamento de pedágios, as rodovias sob concessão têm menor influência, o que contribui para o crescimento da eficiência operacional das empresas do país.

Gasto compartilhado

Os problemas das rodovias brasileiras e a dificuldade em transportar cargas no país são um custo compartilhado pelas empresas com o consumidor final em razão do repasse dessas deficiências ao preço final dos produtos ou serviços. Portanto, trata-se de um problema que afeta a população como um todo e tem um impacto importante para as empresas do país.

Se, para o mercado nacional, o custo logístico é repassado por todas as empresas, a mesma lógica não acontece quando há uma competição internacional, já que a companhia estrangeira pode ter uma margem de lucro maior em função da qualidade das rodovias ou mesmo do modal escolhido.

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